segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

XIII Duatlo das Lezírias V.F. Xira

Domingo, 15 de Fevereiro de 2009

Gostei tanto que tinha de aproveitar a 2ª oportunidade de participar num Duatlo, desta vez o Miguel e a Ana juntaram-se à festa e juntos rumamos até Vila Franca de Xira onde já se encontrava o Paulo Marques.
O dia esteve espectacular, muito sol e ao contrário do que havia acontecido no Jamor aqui não houve praticamente lama, excepto a do parque de estacionamento.
Fiquei muito feliz de ver que o amigo Jaime voltou às lides "competitivas" apesar de todas as condicionantes físicas pelas quais está a passar...com calma vais ver que ainda fazes a Taça...

À chegada ao local imediatamente fomos recolher os dorsais e rapidamente deu para perceber que existia alguma desorganização no parque de transição o que levou a alguns adiamentos no início da prova de promoção.

Após começar a equipar-me senti que a minha perna afinal doía mais do que esperava devido a uma lesão que contraí no Duatlo do Jamor. Burrice somada com aquela estupidez de agora já estou aqui, venha o que vier...estou 50% pior do que estava à partida.

A prova da Taça onde eu, o Miguel, Paulo e a Carla participamos teve início cerca de 20 minutos após a hora prevista. O percurso de atletismo não tinha nenhuma ciência, sempre plano, um pouco de terra batida, gravilha e a maioria em asfalto. Comecei forte, demais para as minhas capacidades físicas assim que me apercebi disso comecei a gerir o esforço e mesmo após o incentivo do Miguel para o acompanhar tive de me conter. A transição para o BTT foi muito rápida devido a uma "solução" eficaz que encontrei para os tenis ao ter substituído os atacadores por elásticos e que me iria novamente permitir perder o menor tempo possível na 2ª transição.
O percurso de BTT (não sei onde) mais parecia uma auto-estrada feita para o pessoal do ciclismo. Num percurso de 21kms existia uma parte mais técnica (cerca de 1.5kms) composta por regos no solo provinientes da passagem de tractores e alguma lama à mistura que mixados com as quedas faziam perder algum tempo. De resto era mesmo para quem tem muitos watts de potência nas pernas, sempre plano e um terreno muito fácil de pedalar. Aproveitei as boleias das rodas e aliei-me aos meus adversários para partilhar o esforço e conseguir andar bem rápido. Posso afirmar que em prova nunca tinha andado tão depressa e mesmo assim havia pessoal a passar a cerca de mais 7 ou 10 km/h dando a sensação de estar parado. Ao fim dos 21kms tinha média de 29km/h.

A prova correu muito bem e mais uma vez senti-me muito satisfeito por ter participado neste tipo de evento. O ambiente que rodeia a prova é todo ele espectacular, boa disposição e um ruído constante de incentivo aos atletas.


Sinceramente é um desporto que aconselho experimentarem mesmo que pensem que não têm capacidades para o fazer, sabendo andar de bicicleta o máximo que poderá acontecer é fazer partes da corrida a andar.

As classificações:

LG DRSL NOME ESC Pos CORRIDA Pos CICLISMO Pos CORRIDA TOTAL DIFF
1 3016 Bruno Pais SEN 3 0:15:01 3 0:35:17 2 0:07:35 0:57:53 0:00:00
231 5372 José Pais SEN 240 0:20:20 227 0:43:45 247 0:11:00 1:15:05 0:17:12
253 5561 Rui Luz SEN 268 0:20:42 256 0:44:27 225 0:10:49 1:15:58 0:18:05
359 5472 Paulo M V1 327 0:21:25 364 0:47:36 355 0:12:00 1:21:01 0:23:08











Já li o regulamento vezes sem conta e não encontro nenhuma regra que impeça os atletas de voar...

Quem aprendeu não esquece...reparem na técnica do Miguel a deslizar suavemente pelo ar dando a sensação de que está a correr mas não, vai a planar.

Tens de me dar umas aulas de corrida...ok!!!

Miguel, Bruno Pais e Rui

Ana, Vanessa Fernandes e Miguel

Um abraço

Rui Luz

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

3º Duatlo BTT Jamor em Festa

Local: Jamor
Data: 01 de Fevereiro de 2009

Antes de tudo queria começar por agradecer o apoio da minha mulher, dos amigos Jaime, Carla, Paulo Marques, comitiva El Corte Inglés e o pessoal da Amazing Bikes.
Mais um rigoroso dia de Inverno. Muita chuva e lama à mistura.
Um evento bastante diferente daquilo a que estou habituado. Mas desafios é comigo. Correr, pedalar e novamente correr. As distâncias foram 5kms / 18kms / 2.5kms. Apesar das inscrições já estarem encerradas ainda consegui participar uma vez que o El Corte Inglés como patrocinador oferecia a inscrição na aquisição de uns tenis running.
Após chegar ao local dirigi-me ao secretariado onde após procurar numa extensa lista de 800 e tantos atletas encontrei o meu nome - dorsal 5017. O regulamento prevê que todos os atletas coloquem o material no local de transição entre as 9h10 e as 10h40, altura em que o mesmo fecha e mais ninguém entra. Cada atleta além do dorsal tem de colocar o chip no tornozelo para se controlar as passagens ao fim de cada percurso.

Admito que a ansiedade era muita mas com o aproximar da hora da partida a mesma foi diminuindo...não havia como voltar atrás. Efectuei a 1ª volta de corrida a um ritmo mais elevado e na 2ª procurei gerir o esforço para estabilizar as pulsações e fazer a transição para o BTT de forma tranquila. Fiz o 320º tempo na 1ª corrida e esta até correu melhor por saber que tinha mais alguém a apoiar (o Jaime e a Carla). Após entrar no parque de transição é que me apercebi da azáfama que é o descalça tenis, calça sapatos de encaixe, não esquecer o capacete, apertar o capacete, molhar o bico, comer uma marmelada, passar o dorsal para as costas, ver se não falta mais nada e arrancar a correr até poder montar.
No BTT estava mais ou menos como peixe na lama. Já conhecia o percurso e sabia as dificuldades que iria encontrar devido às passagens estreitas (para cerca de 800 participantes) que compunham grande parte do mesmo. O piso estava muito enlameado e em toda a extensão via-se pessoal com as bikes à mão, a descer, em plano ou a subir. Houve muita gente a cair, avariar, furar. Algumas quedas graves.
Consegui fazer o 160º tempo no BTT e com isso recuperar uns bons lugares até fazer a transição para a corrida. Só após terminar a prova é que me apercebi dos furos em ambas as rodas.
Estava na ultima transição e o cansaço tinha aumentado significativamente. Descalçar e voltar a calçar foi um desafio, nem dispendi forças ou tempo para apertar os atacadores e arrisquei ficar descalço nas várias poças de lama. As pernas estavam tensas e doridas devido às cãimbras que surgiram durante o percurso de BTT mas eu sabia que faltavam cerca de pouco mais de 10 minutos para acabar o "sofrimento".
Terminei. Feliz da vida por ter atingido mais um objectivo proposto.
Classificação Geral:
LG DRSL NOME ESC Pos Corrida Pos BTT Pos Corrida TOTAL DIFF

1 3016 Bruno Pais SEN SLB 5 0:15:44 3 0:47:12 3 0:08:33 1:11:29
0:00:00
184 5017 RuiLuz SEN 320 0:22:56 160 1:04:11 199 0:11:52 1:38:59 0:27:30
243 5616 Paulo Marques V1 319 0:22:56 223 1:07:48 321 0:13:00 1:43:44 0:32:15



A Vanessa Fernandes dispensa apresentações Eu e o grande Campeão Ricardo Marinheiro

Um abraço
Rui Luz

domingo, 25 de janeiro de 2009

Jamor

Após ter decidido não participar no duatlo do Jamor que se irá realizar no dia 01 de Fevereiro em virtude não ter tenis específicos para atletismo, eis que em conversa com o amigo Paulo Marques que irá participar no mesmo o bichinho voltou a mexer e... hoje lá fomos fazer um treino completo.

Após vários anos sem correr, excepto quando joguei futsal fiquei um pouco na expectativa. Equipei-me com uns tenis Adidas Sala que não são mínimamente apropriados para correr e com eles lá me desenrasquei. A força de vontade foi superior às dificuldades técnicas.

Efectuamos a corrida em bom ritmo. Por nós, iam passando umas gazelas mostrando que para estes desportos de combinação de modalidades é preciso estar bem praparado em todas elas. Na companhia do meu IPOD e conversa à mistura os metros foram passando e quase sem dar por isso os 5kms de corrida estavam percorridos, o percurso é muito fácil mesmo para quem não costuma correr e pretenda participar.

Entre chegar ao estacionamento e retirar as bikes do carro perdemos cerca de 8". Iniciamos o BTT com uma subidinha, a única que no percurso se pode chamar - subir. O restante percurso é muito rolante, sendo necessário algum cuidado nas partes de calçada ou pedra mármore (Estádio Nacional). Como o percurso não está totalmente sinalizado aliado a alguma distracção lá me perdi do resto do grupo, tendo feito mais 4kms do que o previsto no percurso. Passados alguns kms reencontramo-nos e finalizámos a parte do BTT com cerca de 1h16.

Voltámos ao parque de estacionamento, altura para a foto da praxe.



Entre arrumar as bikes e comer qualquer coisa perdemos cerca de 11". Iniciamos a ultíma parte do percurso que consistia em correr 2.5kms (1 volta). Sentia-me algo cansado mas mesmo assim as pernas, coração e a mente puseram a máquina a andar e em cerca de 10" estava feita a parte da corrida que finaliza o percurso. Se na primeira parte de corrida o ritmo cardíaco andou à volta de 166bpm (média) e 187bpm (máxima) nesta parte do percurso as pulsações dispararam para as 180bpm (média) e 196bpm (máxima) o que indica que de facto não estou preparado para este tipo de evento.

Foi uma excelente experiência e um Domingo bastante diferente do que é habitual. que até era para ser um Domingo de descanso. Para a semana e se ainda houverem inscrições parece que vão contar comigo para esta nova modalidade. Aí, a sério e a doer o objectivo principal será - Terminar.

Corrida 5kms 22"
Transição 8"
BTT 22kms 1h14"
Transição 11"
Corrida 2.5kms 10"

Um abraço
Rui Luz

sábado, 24 de janeiro de 2009

Praia das Maçãs

Distância 60.32km
Tempo 2h39
Média 23kmh
Vel. Máxima 60kmh
Acumulado subidas 799 Descidas 782
Potência 204W
Temperatura máxima 20º

Querendo aproveitar o Sol arranquei em direcção a Pêro-Pinheiro, Terrugem e Praia das Maçãs com o objectivo de equilibrar o altímetro do meu ciclo-computador. O objectivo era ser rápido e não poupar energias. Com o vento moderado de frente a ida foi mais difícil que o regresso.
Pelo caminho encontrei estes amiguinhos, felizmente ainda deu para tirar esta foto, depois a bateria acabou e eu fiquei a pensar que já não iria poder mostrar-vos o estado do mar.


O mar estava muito mexido, aquilo que se costuma chamar de Storm para esta altura do ano, ondas de cerca de 3 a 4 metros a partirem no outside e a trazerem-me as recordações dos velhos tempos em que eu assíduamente me dirigia para as praias para desfrutar de uma boa surfada, estivesse pequeno, grande, onshore, offshore...na Costa, Carcavelos, PG, ou até Peniche.
Após chegar à praia desci ao nível do mar e zerei o ciclo-computador, missão cumprida. Sem mais demoras voltei a fazer-me à estrada, tentei atalhar caminho e meti-me por uns trilhos desconhecidos que me pareceram ir na direcção do meu destino. Com isto andei um pouco perdido mas depois lá encontrei o caminho correcto e ao encontrá-lo senti-me praticamente em casa.
Foi uma volta curta/rápida que também me permitiu testar as minhas necessidades alimentares neste tipo de percurso.

Um abraço
Rui Luz

domingo, 18 de janeiro de 2009

Arruda-Montejunto-Arruda

Distância 84.960km
Altímetria: 1806m / Desnível: 1790m / Altitude máxima: 652m
Tempo Total 7:03:05 (6:01:10)
Temperatura mínima 10º e Máxima 17º
Velocidade máxima: 58 kmh / Média: 14 kmh
Média Cardio: 140bpm

Este domingo escolhi ir ao que alguns chamam de clássica do BTT. Subir o Montejunto.
O ponto de encontro foi na praça de touros de Arruda dos Bêbedos…Vinhos. A “largada” teve início às 08h35. Um passeio sem stress, sem organização, sem custos. A única ferramenta necessária para efectuar o percurso seria o GPS. Como não tenho GPS passados alguns kms quando o aglomerado começou a dispersar encontrei uma companhia com GPS que levava +/- o mesmo ritmo. Diga-se que mesmo com o GPS por vezes ainda se torna necessário abrandar o ritmo nas encruzilhadas até sincronizar e apanhar o track novamente.

A dificuldade técnica foi elevada devido ao terreno típico para a altura do ano. As pedras na zona do Montejunto também não davam tréguas e a certa altura agravaram as dificuldades que se sentiam a subir ou a descer.

Infelizmente, tivemos nevoeiro durante todo o dia e não foi possível apreciar a paisagem como se gostaria. Mesmo estando no topo do Montejunto a 650m de altitude a visibilidade era escassa, como se pode comprovar pelas fotos.

Pela primeira vez senti um grande gozo a pilotar na lama, as descidas brutais pejadas de pedras e com a bike sempre a fugir ainda me fizeram tombar uma vez, mesmo assim estava a desfrutar ao máximo daquele descontrolo que proporcionava uma grande adrenalina.

Perto dos 40km a MotoReis disponibilizou uma oficina móvel e quem quisesse podia usufruir da mecânica e essencialmente óleo para a transmissão. Aqui ainda nos foi oferecido um abastecimento de água e maçãs e novamente água após terminarmos a descida da serra.

Ao passarmos numa localidade aproveitamos a água da chuva que uma senhora varria do quintal num 1º andar para lavar a transmissão que não se conseguia livrar do barro e tal foi a simpatia daquelas pessoas que logo apareceu outra senhora a oferecer-nos uma mangueira para lavarmos as bikes.

Perto do final do passeio formavamos um grupo de 5 e o empeno começava a aparecer com alguns a dizer que no dia a seguir não iriam trabalhar. Fomos esperando sempre pelo ultímo para não deixarmos ninguém para trás e fizemos a entrada em Arruda em grupo altura em que numa subida parti a corrente. Não me preocupei sequer em a reparar e desfrutei dos ultimos 1.5km a pé.

Havia uma zona para banhos no desportivo do Arrudense mas eu limpei-me como pude porque a fome já apertava e lá fui petiscar bem ao lado do Glorioso.
Ficam aqui algumas fotos desta aventura.

Um abraço
Rui Luz